sexta-feira, 18 de maio de 2012

Paraísos Artificiais

Não vai agradar a todos: é sobre sexo, drogas, música eletrônica e amores perdidos, com doses generosas dos 3 primeiros elementos. No início a história parece ser vaga, mas aos poucos as peças se encaixam e sobra um roteiro simples, enxuto e inteligente. Dirigido de maneira impecável (Marcos Prado, que antes havia dirigido apenas um documentário), as cenas de sexo, consumo de drogas e baladas são absurdamente realistas (elenco sensacional, preparado pela Fátima Toledo), entre as melhores que já vi. Alias, o filme todo é um primor técnico, com destaque para a fotografia fantástica de Lula Carvalho (atente para a tomada em que duas pessoas conversam a beira mar no nascer do sol, com as ondas assumindo contornos inacreditáveis). Um filmaço que me conquistou aos poucos a ponto de, no final, considerar imperdível.